Nuno Cera

É fotógrafo e videoartista, operando na intersecção entre arte e documentário, aborda três formas fundamentais de mudança: a natural, a espacial e a temporal. Os seus projetos de investigação artística de longa duração envolvem diferentes agentes e colaboradores, entre cientistas, escritores e críticos. Teve o apoio da DGArtes para a vídeo-instalação Sinfonia do Desconhecido II (2019) e para o projeto vídeo Cérebros Distantes (2023). Outros projetos de destaque incluem a vídeo-instalação Acid Flamingo, uma investigação do mundo mais do que humano (2024); a exposição e a publicação Luzes Distante, sobre as transições energética e digital que nos últimos anos marcaram o território de Sines (2022); Futureland, um projeto sobre o crescimento urbano em nove metrópoles (2007-10); Cimêncio, livro sobre paisagens suburbanas, com Diogo Seixas Lopes (2003). Foi convidado pelas representações portuguesas na Bienal de Arquitetura de Veneza, Public without Rhetoric (2018) e Metaflux (2004).

Catarina Raposo

É Arquiteta Paisagista (Instituto Superior de Agronomia, Lisboa) e co-fundadora do atelier Baldios Arquitetos Paisagistas em 2014. Tem-se dedicado à prática, ensino e investigação, no espectro alargado da Arquitetura Paisagista. Docente convidada no ISA (2004-14), Universidade de Coimbra (2021-24), Universidade de Évora (2003-04) e Polo de Mântova do Politécnico de Milão (2024). Colaborou em projetos de investigação coordenados por Gonçalo Ribeiro Telles e Manuela Raposo Magalhães (1998-2001) e integrou a equipa da Global – Arquitetura Paisagista (2001-12). Para a Trienal de Arquitectura de Lisboa foi curadora de Os Caminhos da Água (Open-House 2021) e co-curadora da exposição Paisagem: Espaço, Ideologia e Acção (2007). Integrou a equipa de Pedro Gadanho na Candidatura da Guarda Capital Europeia da Cultura 2027; participou na publicação Portugal Património (de Álvaro Almeida e Duarte Belo) e na revista AP da Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas (2010-13).

Luca Martinucci

Arquiteto formado pelo Politécnico de Milão, frequentou a Universidade Lusíada de Lisboa em 2002/03 ao abrigo do programa Erasmus. Colaborou com diferentes arquitetos e ateliers de arquitetura, em Itália e Portugal. O seu percurso multidisciplinar e interesse na História da Arquitetura e da Arte, bem como na produção de imagem analógica e digital, levaram-no a fundar o 18—25 Research Studio em 2010, que hoje partilha com o arquiteto Filipe Alves. Com uma forte componente tecnológica, o estúdio explora os contextos de Realidade Virtual e Aumentada. Apresentou o seu trabalho e o do estúdio em diversas universidades e instituições culturais, integrando exposições como: Artificialis: A Natureza das Imagens Latentes (Galeria Garagem Avenida, 2025), apresentando obras produzidas com recurso a inteligência artificial; Inner Space (Trienal de Arquitectura de Lisboa, MNAC, 2019); Utopia/Distopia (MAAT, 2017); O que é Inovação em Arquitetura? (MUHNAC, 2016) e Pixel/Brick/Pixel (Universidade do Minho, 2015).

Pedro Bandeira

Arquiteto (FAUP 1996), Professor Associado na EAAD/Universidade do Minho e investigador do Lab2PT. Em 2025 apresentou trabalhos na exposição Artificialis: A Natureza das Imagens Latentes (Garagem Avenida, Guimarães). Iniciou a investigação da relação entre Arquitetura e Imagem com a tese de doutoramento Arquitetura como Imagem, Obra como Representação (Universidade do Minho 2007). Recebeu o Prémio de Crítica de Arquitetura AICA/Fundação Carmona e Costa (2015) com o livro Escola do Porto: Lado B (CIAJG/Documenta, 2014). Tem participado em diferentes exposições, enquanto curador ou com trabalhos de autor. Como curador colaborou com: Casa da Arquitectura; Trienal de Arquitectura de Lisboa; Câmara Municipal do Porto; CAAA ou CIAJG. Enquanto autor publicou os livros Arcosanti (Circo de Ideias 2017) e O Mundo às Costas (Pierrot le Fou Editora/DGArtes, 2019). Expôs o seu trabalho na Bienal de Arquitetura de Veneza, Bienal de Arquitetura de São Paulo, Trienal de Arquitectura de Lisboa, Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012, MAAT, Galeria EDP, entre outras instituições.

Paula Melâneo

É arquiteta (FA/UTL 1999) e MSc. Multimédia-Hipermédia (ENSBA/ENST Paris 2003). Dedica-se à edição, projetos culturais e exposições. Colabora com a imprensa internacional especializada em arquitetura. Faz parte da redação do J—A Jornal Arquitectos, do qual foi co-autora e coordenadora do projeto editorial (2015-19). É membro da AICA – Associação Internacional de Críticos de Arte. É a curadora do projeto Artificialis: A Natureza das Imagens Latentes apresentado em Guimarães (DGArtes e Universidade do Minho, 2024-25). Foi co-curadora dos projetos: Colecção Arquitectura Portuguesa na Democracia 2000-2024 (Casa da Arquitectura); investigação e exposição Almada: um Território em Seis Ecologias (Museu de Almada, 2020); Geração Z: práticas arquitectónicas portuguesas emergentes, exposições e conferências (2009-11). Em 2001 integrou a redação da arqa – revista de arquitectura e arte, que coordenou entre 2010-16. Integrou a Experimentadesign para as Bienais de Design e Arquitetura (2011-17) enquanto coordenadora editorial e editora, sendo a responsável pela edição de diversos livros e publicações.