É arquiteto paisagista pelo Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e PhD pela University of Massachusetts (bolsa Fundação Luso-Americana), premiado com o Fabos Silver Medal. É membro da Academia Nacional de Belas Artes e da Associação Portuguesa de Paisagistas. Como docente no ISA/ULisboa, leciona e coordena cursos e teses de mestrado e doutoramento. Tem publicações em diversos periódicos europeus e também nos EUA, Coreia do Sul e China, e livros sobre teoria, projeto e ensino de arquitetura paisagista. É co-fundador do Centro de Investigação em Arquitetura Paisagística Professor Caldeira Cabral/LEAF/ULISBOA e sócio fundador da TOPIARIS, estúdio com projetos em Angola, Cabo Verde, EUA, Gabão, Moçambique, Portugal, Suíça e Timor. É especialista em recuperação de jardins históricos e integrou o conselho consultivo para a Parques de Sintra e Monte da Lua, foi júri do Prémio de Recuperação do Património Teresa e Vasco Vilalva/Fundação Calouste Gulbenkian, e do concurso South Apex/Fundação Calouste Gulbenkian.
Entrevista
João Nunes
Arquitecto paisagista com uma grande paixão pelo desenho e pela compreensão dos processos do mundo. Em 1985 fundou o atelier PROAP que, de acordo com a sua filosofia, aborda os temas de paisagem num sentido alargado, intervindo nos processos que o projeto integra, utilizando contributos de várias disciplinas e considerando a paisagem como um sistema em contínua transformação. A atividade profissional e a didática entrelaçam-se e enriquecem-se mutuamente, contribuindo para o desenvolvimento de novas linhas de pesquisa e experimentação. Professor visitante em várias universidades internacionais (Harvard GSD, UPenn, OSU, Pamplona, Versailles entre outras), é Professor Catedrático na Academia de Arquitetura de Mendrisio e membro de diversos comités científicos. Em 2013 foi premiado com a 1ª Cadeira de Excelência “Adalberto Libera”. Em 2010 publicou PROAP – Arquitectura Paisagista (Note), monografia que resume os primeiros 25 anos do atelier, e em 2011 é co-autor de Lost Competitions (Proap Edições).
João Gomes da Silva
Arquiteto paisagista fundador do estúdio GLOBAL – Arquitetura Paisagista. Licenciou-se na Universidade de Évora em 1987. Desde 2001, é Professor Associado na Universidade Autónoma de Lisboa e, desde 2010, Professor Convidado na Accademia di Architettura di Mendrisio. Tem lecionado e realizado diversas conferências, em Portugal e internacionalmente, em instituições como a Universidade de Évora, Universidade de Coimbra, ENSP Versailles, Harvard GSD, Culturgest, Universidade de Cornell, Universidade de Cagliari, Knowlton School of Architecture, ETSAB Barcelona, UPenn Philadelphia e TU Berlin. Em 2025, foi distinguido com o Prémio Gonçalo Ribeiro Telles e o seu trabalho tem sido reconhecido com vários prémios, destacando: Prémio Schinkel (1991, com Inês Norton e João Mateus); Red Dot Award; o SEGD Award; D&AD In-Book Award; European Design Award (2010, com o atelier P-06) ou Prémio Piranesi (2010, com JLCG). Apresentou o seu trabalho na Bienal de Arquitetura de Veneza, na Trienal de Arquitectura de Lisboa e no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Aurora Carapinha
Arquiteta paisagista e Professora Emérita da Universidade de Évora, tendo sido professora convidada e conferencista em diversos programas de mestrado e doutoramento em Portugal, na Europa e no Brasil. Com uma carreira académica notável, foi Investigadora Principal da equipa portuguesa no projeto europeu InnoLAND – Launching Innovation-Based Landscape Architecture Training Framework in Europe. É investigadora no Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA) e colaborou como consultora de jardins para a Fundação Calouste Gulbenkian. É amplamente reconhecida como especialista em paisagens culturais, centrando a sua investigação nos valores estéticos, ecológicos e culturais dessas paisagens. As suas contribuições incluem inúmeros livros, capítulos de livros e artigos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais. Orientou um número significativo de dissertações de mestrado e teses de doutoramento nesta área. Em reconhecimento pelo seu trabalho, foi distinguida com o Prémio Gonçalo Ribeiro Telles em 2021.