É artista sonoro e publicador, cuja obra circunscreve tanto o aural como o visual na forma de instalações, performances e matéria impressa. Radicada na escuta atenta como metodologia e ferramenta eco-sensível, a sua prática ondula entre o fabrico de ruído e o fabrico de livros, através do coletivo editorial ATLAS. Em 2015, completou o programa de Mestrado de Experimentação em Artes e Política em SciencesPo Paris, e está atualmente a desenvolver um projeto de pesquisa doutoral em artes sonoras, na Escola das Artes – Universidade Católica Portuguesa. Projetos recentes incluem a exposição individual Airs (Galeria Vera Cortês, Lisboa, 2024); as exposições coletivas Enredos dos (Centro Botín, Santander, 2025) e Vanishing Landscapes (TAVROS, Aitoliko, 2025); e a monografia Poetry as an echological survival (Lisboa/Porto: Documenta/UCEditora, 2022). Em 2024, recebeu a Menção Transformative Territories do Prix COAL, Paris.
Ensaio
Maria Manuel Oliveira
Concluiu o curso de Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1985. É investigadora principal do Laboratório de Paisagens, Património e Território – Lab2PT e, desde 1997, docente da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho, onde tem vindo a lecionar e a desenvolver trabalhos de projeto de arquitetura e urbanismo no Centro de Estudos da Escola. Ao longo da sua carreira, lecionou na Universidade de Angola e na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, exerceu a profissão de arquiteta e trabalhou em instituições públicas na área do urbanismo. Tem desenvolvido estudos e publicado nas áreas do desenho da paisagem urbana e da intervenção no património arquitetónico. Os seus interesses atuais centram-se na investigação sobre edifícios abandonados ou degradados e terrenos baldios no contexto da cidade e que são críticos para a memória coletiva urbana. Atualmente está envolvida em projetos de investigação relacionados com estes temas em países da África Oriental.
António Guerreiro
Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Português/Francês) pela Faculdade de Letras de Lisboa. Foi jornalista cultural e crítico literário do jornal Expresso. É atualmente cronista no jornal Público. É um dos fundadores da revista cultural Electra, publicada pela Fundação EDP, da qual é editor. É docente convidado na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Tem muita colaboração dispersa em revistas, catálogos, livros e publicações coletivas sobre arte contemporânea e literatura. É co-autor de Enciclopédia e Hipertexto (Edições Duarte Reis, 2006) e autor dos seguintes livros: Zonas de Baixa Pressão (Edições 70, 2021); O Acento Agudo do Presente (Cotovia, 2000); O Demónio das Imagens. Sobre Aby Warburg (Língua Morta, 2018) e Paris, 1900 (col. Exposições Universais, 1995).